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Componente consegue transmitir dados em uma velocidade até 100 vezes superior as encontradas hoje em redes Wi-Fi.
O instituto de pesquisa Institute of Microelectronics (IME), de Cingapura, anunciou nesta sexta-feira (26/11) que está desenvolvendo chips de alta velocidade capazes de transmitir dados em uma velocidade até 100 vezes superior as encontradas hoje em redes Wi-Fi.
Em comunicado, os pesquisadores do grupo disseram que "o novo sistema de comunicação de ondas milimétricas poder permitir o download de três filmes no formato Blu-ray (cada um com 25 GB de capacidade) em até um minuto via wireless.
"Nossos estudos estão explorando as altas freqüências de rádio para desenvolver futuros produtos de comunicação sem fio em alta velocidade", comentaram. Os pesquisadores acreditam que a tecnologia abrirá espaço para uma infinidade de dispositivos móveis e aplicações voltadas o entretenimento. Além de erradicar o excesso de cabos.
Dois anos de desenvolvimento Para diretor executivo do IME, professor Dim Kwong-Lee, os dois anos de intensa investigação foram úteis, principalmente, pela possível baixa nos custos desta tecnologia: "Desenvolvemos uma infraestrutura importante para receptores e transmissores baseados em ondas milimétricas e plataformas terahertz, permitindo que chips sejam produzidos de forma rentável", analisou ele.
"Até pouco tempo, as frequencias de ondas milimétricas estavam limitadas a áreas específicas como aplicações militares e espaciais, devido ao uso de materiais caros, como de elementos do grupo III-V, tal como arsenieto de gálio", de acordo com Kwong-Lee.
De acordo com o IME, atualmente, a velocidade na qual os dados sem fios podem ser transferidos é essencialmente limitada. Com as redes Wi-Fi alcançando velocidades máximas de gigahertz.
O IME integra o Conselho de Pesquisa, Engenharia e Ciência da Agency for Science, Technology and Research (A*STAR), e seu intuito é ser uma ponte entre o meio acadêmico e a indústria.
Pensando em solucionar o problema de limite de espaço em disco rígido, estudantes chineses inseriram 90GB de dados em 1 grama de célula.
O objetivo de inserir mais e mais dados em espaços menores continua, mas tanto os materiais quando as técnicas atuais têm seus limites. E foi olhando para uma bactéria que pesquisadores da Universidade Chinesa de Hong Kong descobriram uma saída para o avanço no armazenamento de dados.
A equipe já conseguiu armazenar 90GB de dados em 1 grama de células e também desenvolveu um sistema de armazenamento que realiza a criptografia de dados por meio do DNA. Um sistema pega os dados originais e os transforma em números e, então, os codifica em uma sequência de DNA. Esse processo também comprime dados para permitir mais espaço de armazenamento na mesma sequência de DNA.
Os testes ainda estão em andamento, mas o time de pesquisadores já provou que pode converter os dados e armazená-los no DNA e retirá-los de volta sem perder qualquer informação. Eles também acreditam que outros dados como imagens, texto, música ou vídeo, podem ser armazenados com este método. O próximo passo é começar a inserção de códigos de barras em organismos sintéticos como uma forma de distinguir os sintéticos dos naturais.
GPS mais desenvolvido, redes sociais revolucionárias e novas maneiras de fazer compras. Faça um passeio pela realidade aumentada e veja como esta tecnologia pode mudar a nossa vida nos próximos anos.
Quando assistimos aos filmes de ficção com ambientação no futuro é comum vermos carros voadores, computadores holográficos com inteligência artificial bem desenvolvida e, principalmente: um estilo de vida nunca antes visto.
Nesse fabuloso mundo, tudo parece um video game, pois simples objetos são capazes de trazer informações interessantes e tornar a nossa vida mais fácil.
Em filmes com robôs superdesenvolvidos, bons ou malignos, como "Robocop" ou "Exterminador do Futuro", podemos ver na tela o que eles estão enxergando, com análises precisas sobre tudo o que está ao redor deles. Agora, imagine se pudéssemos “ter” os olhos deles e usufruir dessa tecnologia também. Bem, isso já existe e chama-se realidade aumentada.
A tecnologia dentro de nossas casas
Apesar de ter incríveis possibilidades, sempre é importante pensar em como algo pode tornar o conforto dentro de nossas casas ainda melhor (ou quem sabe, pior). Imagine abrir a geladeira e ser exibido um marcador que indica quanto leite ainda há na caixinha ou se algo já passou da data de validade, por exemplo.
Você poderia acessar receitas com apenas uma simples digitada no ar e encontrar tudo o que precisa para cozinhar por meio de ligações da sua cozinha. Já os três minutos de preparo de um macarrão seriam contados com uma barra de progresso.
Entretanto, tudo tem um lado controverso. No caso do vídeo acima é como a publicidade passaria a invadir o nosso espaço de lazer e poluir tudo em troca de dinheiro, produtos mais baratos ou até gratuitos.
O entretenimento O uso de realidade aumentada nos jogos já se mostrou extremamente eficiente, pois é uma maneira diferenciada de interagir e extremamente interessante. Os brinquedos ganham um propósito completamente novo e podem ser ligados imediatamente à tecnologia. Por exemplo: as crianças podem ter bichinhos virtuais e brincar com eles como se fossem de verdade, ou mirar para uma caixa cheia de peças e ver como montar um brinquedo.
Graças à tecnologia, assistir à televisão pode ser uma experiência completamente nova, com informações que "pipocam" ao lado da tela sobre o programa que passa no momento, por exemplo. Outra possibilidade seria o acesso imediato aos produtos que aparecem na tela, como as roupas dos atores ou os móveis do cenário de um seriado.
Passeando pelas ruas da realidade aumentada Imagine que você está passeando pelas ruas de alguma cidade realmente grande e precisa saber como chegar até alguma estação de metrô. Hoje, com uma série de aplicativos que existem para os smartphones, basta sacar seu aparelho celular, abrir um certo aplicativo de realidade aumentada e o GPS imediatamente indica para você o local para o qual você deve seguir. Isso é uma união de várias tecnologias diferentes em um único aparelho: GPS, internet móvel, acelerômetros e bússola. A precisão é incrível e indica tudo o que está em sua proximidade como se você realmente estivesse dentro de um video game, com a indicação por uma seta da direção a ser seguida e um mapa que mostra como chegar ao destino.
E, da mesma maneira que a realidade aumentada junto à televisão pode indicar itens para comprar, também pode mostrar críticas sobre os locais por onde você passa apenas apontando o aparelho para eles. Assim é possível saber na hora se vale a pena ou não frequentar um estabelecimento.
Redes sociais mais desenvolvidas Não dá mais para negar: as nossas vidas estão hoje mais públicas do que nunca. É claro que isso é uma escolha, já que, em teoria, ninguém sai por aí criando perfis seus em redes sociais. Podemos optar por compartilhar com uma rede de amigos ou com todos absolutamente qualquer coisa: fatos interessantes que aconteceram, fotos de alguma viagem ou uma música preferida.
Com a realidade aumentada, bastaria uma breve apontada com seu aparelho para uma pessoa para ver quem ela é, quantos amigos tem e alguma foto junto com um breve perfil que a descreva. E, rapidamente, alguém pode compartilhar informações pelo ar, ao apontar um aparelho para o outro. É como se fosse o fim dos telefones anotados em guardanapos.
Da mesma forma que na televisão, você pode fotografar alguém com alguma roupa de que tenha gostado e fazer uma busca para ver onde comprá-la. Mas fica um questionamento: será que isso vai funcionar? Será que as pessoas não vão achar ruim o fato de serem fotografadas e identificadas na rua por estranhos?
Isso vai se tornar verdade? Como vai funcionar? Na verdade, a realidade aumentada se faz presente da maneira citada neste artigo desde que os últimos smartphones foram lançados, pois trazem toda a tecnologia necessária. Entretanto, é claro que ainda faltam estudos, desenvolvimentos e até novos conceitos para que esta “realidade” se torne realmente uma realidade.
Além de tudo, é importante que façamos os questionamentos sobre a utilização da realidade aumentada e da internet, para que não tenhamos invasão de privacidade por estranhos e publicidades excessivas. Ou seja: de um lado temos grandes possibilidades e redes sociais avançadas e, do outro, a invasão de privacidade. Mas, uma coisa é certa: boa parte do que foi citado aqui será a pura realidade nos próximos 5 ou 10 anos.
A Copa do Mundo de 2022 parece distante, mas não para quem quer sediá-la. A FIFA – entidade máxima do esporte – já recebeu as propostas dos países que querem sediar o evento, entre eles o Qatar. O dossiê apresentado por aquele país tem mais de 2 mil páginas com projetos para cobrir todos os requisitos: acomodação, transporte, segurança e ambiente.
Como o Brasil bem sabe e sente “na pele”, os estádios são peças-chave para sediar eventos deste porte. Se depender do Qatar, o que o mundo verá durante a Copa são cinco exemplos incríveis de design, tecnologia de ponta e, melhor de tudo, tecnologia sustentável.
Neste artigo, você vai conhecer estes projetos de estádios inovadores, corajosos e muito, muito modernos. Começando por este vídeo de encher os olhos.
Tecnologia para amenizar o calor
Não é difícil pensar em Qatar e calor. Os organizadores sabem dessa dificuldade e aproveitaram a situação para mostrar ao mundo todo como é possível transformar o teórico pior inimigo de um ambiente no maior aliado.
Os cinco estádios vão converter luz solar em eletricidade para refrescar jogadores e torcida. A temperatura não deverá passar dos 28° dentro dos estádios durante jogos, apesar do calor escaldante do país. Quando não há competição, o estádio fica “carregando”, acumulando energia solar para usar durante os jogos posteriormente. Será a primeira Copa climatizada da história, caso o Qatar seja escolhido como sede. Tudo isso sem usar nada de carbono.
Para o presente e futuro
Dos cinco estádios apresentados, três serão construídos, enquanto os dois restantes serão adaptados para o torneio. Cada um terá uma estrutura móvel durante a competição para que a capacidade chegue a 50 mil espectadores.
Acabado o campeonato, essas estruturas serão desmontadas e doadas a países que sofrem com a falta de infraestrutura para o esporte. Os estádios voltam a ter sua capacidade original, com média de 25 mil espectadores. O sistema de climatização também será exportado a nações que sofrem com altas temperaturas.
Cada estádio tem um elemento da cultura do Qatar. Confira agora o projeto de cada um deles.
Al-Rayyan
Este é o projeto mais audacioso e surpreendente. O estádio já existe, e tem capacidade para 25 mil pessoas. Com a estrutura móvel, vai abrigar 45 mil. O mais impressionante é uma membrana na parte externa que funciona como uma tela onde são exibidos noticiários e jogos que acontecem no momento. Simplesmente de babar.
Al-Shamal
Outro projeto bastante moderno. A capacidade original, de 20 mil torcedores, passaria a 45 mil. O estádio tem formato de um barco pesqueiro típico do Golfo Árabe-Pérsico, o “dhow”. Outro destaque é a mais longa ponte de vão livre do planeta, que ligaria o Qatar ao Bahrein.
Esta ponte seria mais uma forma de acesso ao estádio, além de vias expressas da redondeza e até mesmo táxis aquáticos.
Al-Wakrah
Este é um complexo esportivo que funcionaria 365 dias por ano e não somente na Copa. Deve contar centro aquático, SPA, instalações e shopping.
Al-Khor
O destaque deste estádio é a parte de cima, assimétrica e flexível, lembrando uma concha do mar.
Al-Gharafa
Também já existe, com capacidade para pouco mais de 20 mil pessoas. A estrutura móvel aumenta a capacidade para 44 mil. O destaque deste estádio são faixas na parte externa que representam as cores dos países participantes do evento.
Todos os estádios ficam próximos um do outro, cerca de menos de uma hora de distância, o que possibilita que torcedores assistam a mais de uma partida por dia. E todos eles são ligados ao sistema de metrô e ônibus. Assim, os torcedores chegam às instalações facilmente.
A decisão
Se essas cinco maravilhas sairão do papel, ainda não sabemos. O que se percebe é que a proposta do Qatar é única em vários sentidos: a primeira Copa com tecnologia sem carbono para arrefecimento e com a proposta de exportar para países sem a mesma.
Isso sem mencionar a ideia de transformar a parte externa de um estádio em um enorme projetor e no design ímpar de cada estádio.
A FIFA deve anunciar o país sede da Copa de 2022 no próximo mês de dezembro. Enquanto isso, o Brasil – sede da Copa de 2014 – vai penando com as reformas que mal começaram nos seus estádios.
O que você acha, caro leitor? Deixe seu comentário sobre esses projetos de encher os olhos. Até uma próxima!
Mesmo com a crise econômica castigando diversos países e mercados em 2009, você acompanhou durante todo o ano passado, aqui no Olhar Digital, inúmeras novidades do mundo da tecnologia que foram lançadas ao redor do planeta. Mas e agora, o que deve aparecer em 2010 em um mercado com consumidores tão sedentos por coisas novas? Cesar Taurion, gerente de novas tecnologias da IBM, nos dá uma dica sobre o que está por vir.
“Primeiro, com certeza, a evolução dos próprios smartphones. Eles continuam crescendo em termos de disseminação do mercado, funcionalidades. Você vê a loja virtual da Apple com mais de 100 mil aplicativos, o Android do Google com mais de 16 mil (aplicativos), e assim por diante. Inovação acontece a todo instante nesse cenário”, acredita o especialista.
E nesse time também estão os tablets e os leitores eletrônicos, que ganharam bastante espaço na CES, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo realizada no início do ano. Além, é claro do recentemente lançamento do tablet da Apple. Os novos investimentos em TV Digital serão focados na interatividade com o usuário, especialmente durante as Eleições, aqui no Brasil, e a Copa do Mundo de Futebol na África do Sul.
E como o ponto principal é mobilidade, os desktops que se cuidem. No último ano, os notebooks representaram 41% do total de vendas no Brasil, segundo a consultoria IDC. Para 2010, a previsão é de que esse número represente mais da metade do total de vendas no país.
“Qual é o sentido de você ter que precisar se deslocar para acessar uma informação se ela chega até você? Então, eu acho que nos próximos anos o microcomputador tradicional, aquele PC que tem fiação e cabos presos à parede não têm mais sentido”, aposta Taurion.
É claro que o ramo empresarial também ganhará aliados. O Cloud Computing, aquela idéia de utilizarmos, em qualquer lugar, as mais variadas aplicações por meio da internet, também promete se consolidar em 2010, ainda mais com a chegada do Chrome OS, o sistema operacional do Google aseado na computação em nuvem.
“Pode ser que no futuro, com a evolução da tecnologia, dos sensores - nós estamos cada vez mais instrumentados, mais e mais dispositivos e sensores espalhados pelo mundo - consigmos até prever terremotos, como esse que aconteceu no Haiti. Ainda está um pouco distante disso, mas muita coisa está sendo feita nessa área”, projeta o executivo.
E vem muito mais por aí! Hoje, o Brasil é o segundo país com mais usuários do Twitter, perdendo apenas para os Estados Unidos. As redes sociais não param de crescer, bem como o acesso de mais pessoas à internet. Brasil, França e Inglaterra são exemplos de países que contam com recentes planos de popularização da banda larga para famílias de baixa renda. Este é um assunto, aliás, que pode fazer toda a diferença esse ano aqui no Brasil.
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